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Pensamentos

Porque a gente se acomoda tanto?

Durante quase três anos da minha vida, na verdade esses últimos três anos eu tenho o mesmo celular. Mas não é essa a questão da história e sim a de que durante todo esse tempo eu usei a mesma capinha que no inicio era transparente, cheia de unicórnios que eu particularmente achava fofo com bastante glitter. Aquela velha foto do espelho já estava surrada pois no decorrer desses anos, embora eu amadurecia e ficava diferente ao mesmo tempo parecia ser a mesma guria de 17 anos que ganhou este celular e tirou a sua primeira foto no espelho com ele. Você pode estar se perguntando mas o que isso tem a ver com acomodação? Tenho certeza que fará todo o sentido ao longo desse post.

Não existia nenhum apego emocional aquela capinha, também não era a única para o meu celular mas algo dentro de mim não queria abrir mão dela. Um amigo até comentou comigo um dia desses a respeito de comprar uma capinha nova para mim porque ele mesmo não aguentava ver mais aquela capinha que agora já não era nem mais transparente. Ri pelo modo que ele falou mas ainda sim, continuei por alguns meses. Até que na ultima quarta feira eu, andando pelo centro da minha cidade decidi entrar numa loja de acessórios para celulares. Passei acredito que 5 minutos olhando e observando até que fui impulsionada a comprar, não só uma como também mais uma mas ao voltar pra casa e finalmente experimentá-las no meu celular ficou o sentimento de apego dentro de mim, eu havia me acostumado com ela mesmo que já estivesse velha e não tão atraente como da primeira vez que comprei e dizer adeus foi custoso, mas era necessário.
Isso não acontece só com coisas pequenas e físicas, mas também a emoções e sentimentos e principalmente com atitudes e pessoas. Nos acomodamos. Torna-se difícil desapegar do que nos trás conforto, aquilo que já estamos acostumados, e não conseguimos ir além muita das vezes, experimentar comidas diferentes, ir a lugares novos, estilos diferentes, conhecer pessoas novas e se abrir para novas experiencias boas por talvez medo que nos leva ao comodismo e permanecemos estagnados, deixando de viver tantas coisas por estar acomodado com as mesmas coisas de sempre. Não vá me dizer que você nunca foi em um mesmo restaurante ou hamburgueria e sempre pediu a mesma coisa depois de finalmente ‘encontrar a escolha perfeita’? Não se abrindo ao ponto de experimentar outras coisas que poderiam aumentar o seu gosto gastronômico daquele lugar. Ou talvez sempre usou a mesma combinação de roupas por não conseguir usar a criatividade que sim você tem porque o comodismo estava o tempo todo na sua frente te travando para isso.
É quando a gente fala: porque eu não tentei/experimentei isso antes? Sendo que sempre esteve ali, bem na sua frente e você por comodismo não se abriu e expandiu a sua mente para isso. Eu sinceramente não sei o motivo de nos acomodarmos tanto e acabar nos privando também de diversas coisas, mas podemos sim fazer algo sobre isso, podemos sim aumentar o nosso conhecimento, explorar novos lugares, enfrentar a vergonha e conversar com pessoas novas, cozinhar outros pratos, sair do comum muita das vezes, e o que mais acontece é isso, se estamos acostumados com algo rápido de se fazer sempre que estamos na correria fazemos aquela mesma coisa, com toda certeza não existe só uma alternativa mas porque tendemos a repetir tantas vezes a mesma coisa? 
Que essa pergunta faça parte dos seus dias de agora em diante, para que possamos identificar realmente o motivo de tanta acomodação, e talvez mesmo sem saber o motivo estar abertos, desatando tudo aquilo que tem nos prendido ao comum, a mesmice e a comodidade, porque afinal a vida é única e se há vários jeitos de fazer as coisas porque passamos a vida toda fazendo a mesma coisa, quando podemos ter o mesmo resultado em sua maioria fazendo de modo diferente. Não precisa ser algo grande, algo super hiper mega ultra diferente, mas o pouco que você faz em relação as pequenas coisas podem te ajudar a vencer grandes acomodações que sabemos que temos dentro de nós mesmos. Talvez esteja no momento de começar novas mudanças dentro de si que exalarão ao seu redor. Nem sempre mudanças são ruins, são só um jeito novo de viver a vida.
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1 Comment

  • Lysia Ribeiro
    25 de julho de 2020 at 19:56

    Temos que nos fazer sempre essa pergunta mesmo, para que a gente possa entender o que nos prende a uma mesmice. Enquanto lia, me lembrei de uma coisa bem boba, mas que faz muito sentido. Estou aprendendo a cozinhar coisas novas, mas sempre acabo fazer praticamente as mesmas coisas. Mas agora estou revendo a terceira temporada do programa Masterchef e percebi que aquelas pessoas ficam sabendo na hora o que elas precisam cozinhar e acabam se virando bem. E eu pensei que eu tenho muitos ingredientes em casa, mas estou tão acostumada a fazer as mesmas receitas sempre, que minha mente não se expande para criar coisas novas. Mas vou tentar mudar isso, haha.
    Blog Lysonjeada

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